
Após dois dias sem pressão... LOL
Eis-me aqui prontinha para dissertar acerca de algo... Raios me partam! que tenho sempre que ter opinião..mesmo quando não a digo...
O amor é, de facto, um sentimento complexo e sobre o qual muito penso, mas escrever ,confesso, que têm sido poucos os momentos...
Começo por dizer que penso que sei o que é o Amor...nas suas mais variadas formas...
Desde o amor mais puro...associado directamente ao momento em que cheiro os caracóis bebés do meu rebento... à forma ainda apaixonada e amorosa como sorrimos (Me&Peter) um para o outro e nos enroscamos...ao fim de quase uma década e meia...à loucura com que largo tudo se algo se passou com alguém da minha "família", à tristeza que me persegue quando penso naqueles que já cá não estão...
Tudo isto é, de facto, Amor... e revejo os meus actos nos actos dos outros... agora algo que me intriga passa por algo que vejo constantemente e sobretudo no sexo feminino...O ser diferente...
Quase todas as mulheres que conheço...embora não o admitam... são diferentes quando estão com a sua "cara-metade"... Eu, pessoalmente, considero extremamente importante a parte de sermos diferentes no sentido da produção física... um esforço para ficarmos mais arranjadas, mais bonitas é sempre um bom aditivo em termos de Amor não é?
Agora...o ser completamente diferente...o síndrome de passadeira, do quase "ele é que sabe", do "agora não, que ele vem aí" ou a mais clássica, a mudança quando ele está presente...
Aí sim, fico completamente estarrecida... no mau sentido...
Porque serão as pessoas diferentes? Porque se riem ou comportam como se estivessem amordaçadas? Eu não sou diferente...ou melhor, só com ele sou mais intimista e erótica, pois claro...mas sou Eu!
Apesar de estar com ele há tantos anos não tenho por hábito dar "tampas" às amigas...Tivemos uma fase complicada, em que as tarefas tinham que ter uma divisão, é certo...mas sem nunca descurar essa parte...
E as que arranjam crianças para "segurar a barra"??? Meus Deus!! Essas sim dignas de prémio! Uma criança vinda a um seio familiar desiquilibrado não fortalece laços! Não faz milagres! Arriscava-me a dizer antes pelo contrário!
E pergunto depois...
será o não ser quem somos que é, de facto, Amor?
É uma forma de Amor?
Mas depois ocorre-me um pensamento que me inquieta... Nós conseguimos ser quem somos com os nossos pais? com os nossos avós? eu confesso que não minto a ninguém..mas tento omitir, sobretudo quando converso com a minha avó, certos tópicos da minha personalidade... Será que a amo menos por isso? Claro que não ! Mas o certo é que também não vivo com ela...
Por mais que escreva e tente compreender as razões que levam amigas minhas, pessoas que considero ao mais alto nível a fazerem o que fazem ....realmente ultrapassa-me...
Tal como a pressa acrescida de uma amiga em querer cimentar à pressa uma relação de anteontem...com casamentos, vivências, crianças... não sei...não me parece nada saudável...
Se aprendi algo foi que uma relação é feita de tempos...o tempo para casar ou não, o tempo para se ser mãe ou pai...tudo tem o seu tempo e não coicide com as idades que queremos ou idealizamos...coicide com o tom que, na altura toca, no nosso coração....
O amor é de facto tão complexo, nas suas múltiplas formas...que, por mais que se disserte...parece que mais fica por dizer...
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